Cracóvia (em polaco Kraków ) é uma importante cidade da Polônia. Localiza-se no sul do país, nas margens do rio Vístula. Tem cerca de 779 mil habitantes. Foi fundada por volta do ano 700, sendo capital da Polônia entre 1320 e 1596. Foi atacada e devastada pelos mongóis em 1241, 1259 e 1287.
O Centro Histórico de Cracóvia foi inscrito pela UNESCO em 1978 na lista do Património Mundial.
A cidade é sede da antiga e prestigiosa Universidade Jaguelônica.
Terceira maior cidade da Polônia, a cidade de Cracóvia é parada obrigatória para conhecer o paraíso ou do inferno. Explico: a poucos quilômetros daqui fica Wadowice, cidade onde nasceu e se ordenou Karol Wojtyla, mais conhecido como Papa João Paulo II. A poucos quilômetros ao sul dali, a cidade de Oswiecim, mais conhecida como Auschwitz, o inferno onde Hitler condenou 2 milhões de pessoas à morte.
Mas a magia de Cracóvia não se resume a sua localização. A beleza da cidade e sua história é mais do que suficiente para uma visita por suas ruas repletas de acontecimentos. Comece a visita passando pelo único portão ainda de pé da muralha que protegia a cidade - chamado de Brama Florinanska e por onde os nobres adentravam a cidade - e desça até a praça central (Rynek Glowny) pela disputada rua Frorianska.
A grande praça central de Cracóvia serviu para os mais variados propósitos: de revoltas populares e execuções públicas a pronunciamento de reis e visitas do Papa.
E lá vai um pouco mais de história: reza a lenda que ali, na Bazylika Mariacka (Basílica de Santa Maria) o encarregado de plantão subiu até o alto da torre mais alta (repare que elas são desiguais!) e começou a tocar seu trompete ao perceber que invasores tártaros se aproximavam da cidade. Foi morto com uma flechada mas seu ato heróico é lembrado até hoje, de hora em hora, com um maravilhoso toque de trompete que ecoa da torre mais alta. Emocionante! Visite o interior da Basílica para ver o impressionante altar que levou 12 anos para ser feito.
Ao sul da praça, descendo pela Grodska e subindo a ladeira, fica o complexo Wawel, trono dos reis da Polônia. É possível visitar a catedral e suas tumbas, o palácio com seus tesouros e a caverna de um suposto dragão. Sinceramente, a vista do rio ao entardecer é mais valiosa.
Perto dali, o bairro judeu de Kazimierz e suas sinagogas contam a história de um povo que quase não existe mais por ali. Em tempos passados, o bairro foi reduto de uma próspera comunidade judaica que foi forçada a atravessar o rio e confinada no bairro de Podgórze. Um pedaço do muro - perceba sua forma de caixões na vertical - construído para isolar a comunidade ainda pode ser encontrada como homenagem aos que por ali viveram. Triste.
Mas como história não enche barriga, pare num dos muitos restaurantes espalhados pela cidade e prove um típico pierogi (um tipo de ravioli) recheado a seu gosto. Ou encare um curioso milk-bar polonês onde você escolhe, pede e busca a comida direto no balcão. Não deixe de provar os sucos caseiros.